quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
terça-feira, 17 de novembro de 2015
A Campa dos Meus Pais
https://medium.com/@mcfpcid.portugal/ textos meus
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Bolos D. Rodrigo
Os meus filmes
1.º – As Amendoeiras em Flor e o Corridinho Algarvio.wmv http://www.youtube.com/watch?v=NtaRei5qj9M&feature=youtu.be
2.º – O Cemitério de Lagos
3.º – Lagos e a sua Costa Dourada
4.º – Natal de 2012
5.º – Tempo de Poesia
Os meus blogues
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http://www.custodiosdemaria.pt/ (terço + livrinho das orações do
terço; linda gravura da Senhora do
Perpétuo Socorro + Oração-Pedido)
(livros, música, postais, … cristãos)
http://www.livestream.com/stantonius 16h20 – terço; 17h00 – missa
(hora de Lisboa) http://www.santo-antonio.webnode.pt/
sábado, 30 de março de 2013
A História do Vaticano
sobre
A
História do VATICANO
Fala-se
e escreve-se sobre o Vaticano como se fosse o que tem vindo a
acontecer com as outras Igrejas: os responsáveis pela Igreja pedem
aos órgãos
municipais
do país onde querem construir a sede
um terreno de uma determinada superfície, que seja gratuito
para a dita Igreja e mais uma série de concessões, as que for
possível obter e depois faz-se a construção do edifício e espaços
com donativos e outras fontes de receitas que chegam de toda a parte,
cedidos pelos membros dessa Igreja. A partir deste conhecimento,
falam e comentam sobre o Vaticano e a Igreja Católica que têm uma
origem completamente diferente.
Acontece
que a história do Vaticano começa no século
IV,
com as Cruzadas
e a doação de territórios por parte de Imperadores e reis como
recompensa
pela coragem e bravura destes religiosos militares na defesa dos
Lugares
Santos
como aconteceu com tantos e tantos nobres e está na origem de tantos
países, incluindo Portugal.
Durante
mais
de mil anos,
desde o Imperador Carlos Magno (século IX) o Vaticano,
na altura chamado Estados
Pontifícios ou
Estados da Igreja,
tem um território
que abrangia a
maioria dos Estados do centro da Península Itálica, incluindo a
cidade de Roma
e partes
do sul da França.
Era um Estado
formado por um conglomerado de territórios que permaneceu como
Estado independente de 752
a 1870,
cuja capital era Roma
e era governado por um Papa.
Durante
o processo de unificação da Península Itálica, foi
o Estado - Vaticano
– que foi cedendo territórios para que a Itália existisse como
país. É a
Itália que recebeu do Vaticano
e não o Vaticano que recebeu da Itália como querem fazer crer.
A
13 de Março de 1871, o rei Vítor Emanuel II, da Itália e o Papa
Pio IX concordaram com a criação da cidade
do Vaticano
atual, (as leis
de garantia),
no território de Roma que passou a capital da Itália e o
compromisso de o Papa permanecer como Chefe de Estado do Vaticano
como compensação pelos territórios cedidos para a unificação da
Itália,
Contudo
esta situação, denominada Questão
Romana,
não foi bem aceite pelos católicos de todo o mundo e só terminou
em Fevereiro de 1929, quando o presidente da Itália, Benito
Mussolini e o Papa Pio XI assinaram o Tratado
de Latrão,
pelo qual a Itália reconhece a soberania da Santa Sé sobre a cidade
do Vaticano, sede da Igreja Católica, declarado Estado
soberano, neutro e inviolável, como
temos Luxemburgo, Mónaco, Liechenstein, ... Este tratado também
concede uma indemnização financeira ao Vaticano pela sua perda de
territórios devido à unificação da Itália e a Itália aceita a
religião católica como sua religião oficial. Em 1947, a República
Italiana ratifica novamente este tratado com uma Concordata.
Durante
a Segunda Guerra Mundial, o Estado do Vaticano seguiu uma política
de neutralidade como Portugal, Suíça, Suécia, … durante o
pontificado do Papa Pio XII. Apesar de Roma ter sido ocupada pelas
tropas nazis alemãs a partir de 1943 e pelos Aliados em 1944, o
Estado do Vaticano nunca foi ocupado por ter exactamente escolhido
uma posição de neutralidade.
Em
1978, a Concordata entre o Vaticano e a Itália foi reformulada para
que o catolicismo deixasse de ser a religião oficial da Itália,
para que o Estado de Itália não tivesse religião oficial, fosse
leigo.
Atualmente
o Estado do Vaticano é a sede
da Igreja Católica romana e situa-se na margem ocidental do rio
Tibre, no centro ocidental de Roma. Em 2006, contava com cerca de 932
habitantes. A cidade é rodeada por muralhas medievais e
renascentistas, com excepção da parte sudeste, onde se localiza a
Praça de S. Pedro. Das seis entradas, só três, a Praça do Arco
dos Sinos, a fachada da Basílica de S. Pedro e a entrada para os
museus do Vaticano, estão abertas ao público. Por detrás das
muralhas, existe a nação-miniatura que tem uma área de 0, 44 km2.
O edifício mais imponente é a Basílica
de S. Pedro,
construída durante o século IV e reconstruída
no
século XVI, considerada a Sé dos 700 milhões de católicos de todo
o mundo.
A
vida cultural declinou muito desde a Renascença, altura em que os
Papas eram os patronos das artes italianas. Os museus do Vaticano
contêm os frescos de Michelangelo Buonarroti na Capela
Sistina,
uma das maiores atracções turísticas da cidade. A Biblioteca
inclui uma colecção valiosíssima de manuscritos das eras
pré-cristã e cristã. O Palácio
do Vaticano
é um dos maiores do mundo e contém valiosas colecções de obras de
arte.❐
BIBLIOGRAFIA
História do Vaticano – Wikipédia, a enciclopédia livre
O Vaticano - História do Mundo
O Vaticano a sua História
O meu clube de leitura
Os meus filmes
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sábado, 23 de março de 2013
sobre A Igreja Católica
Lagos,
20 de Março de 2013
sobre
A Igreja Católica
Qualquer
Igreja/organização tem três vertentes, apesar de se falar apenas
numa: tem a vertente espiritual, tem o património
religioso que alimenta o espírito e a alma e tem a vertente
temporal e nenhuma delas pode ser descurada. A vertente
espiritual é a sua missão apoiada no património religioso;
a vertente temporal é o sustento e a segurança dos que trabalham na
Igreja e a ajuda a quem necessita.
Também
a Igreja Católica tem estas três vertentes e dois milénios de
vida.
A
vertente espiritual, apoiada no património religioso, é a sua
missão cujo mandato recebeu de Jesus Cristo antes da Sua Ascensão
aos céus "Foi-me dado todo o poder no Céu e na Terra. Ide e
fazei discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai,
do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo
quanto vos tenho transmitido. Sabei que Eu estarei sempre
comvosco!" (S. Mateus 28, 18-20).
A
vertente temporal tem a ver com as necessidades de alimento,
vestuário, abrigo, educação, ... que todos nós que cá vivemos
temos independentemente de sermos crentes, ateus ou agnósticos; os
católicos não são diferentes "O trabalhador merece o seu
salário."(S. Lucas 10, 7). Além desta perspectiva, ainda há
a perspectiva da ajuda e apoio aos pobres, necessitados "Judas
Iscariotes tinha a bolsa" (S. João 13, 29), isto é, Judas foi
escolhido para administrador dos bens da comunidade. Acredito
que os bens que iam sendo doados à comunidade não eram todos
vendidos imediatamente e que, a partir de certo momento, era mais
razoável conservar os bens e ir vendendo as colheitas e assim
fazendo face às despesas que iam surgindo, pois havia muita gente
para alimentar, vestir, ... Após a Ascensão de Jesus Cristo aos
céus, a Igreja passou a reger-se de outra forma, não entregando
todos os seus bens à comunidade, mas sim dando à comunidade segundo
as necessidades e as suas posses "Os discípulos, cada qual
segundo as suas posses, resolveram então enviar socorros aos
irmãos da Judeia (...)." (Actos dos Apóstolos 12, 29) Contudo
havia uma outra perspectiva "desse alguma coisa aos pobres"
(S. João 13, 29). A perspectiva da caridade,
isto é, da esmola, do apoio, do auxílio a quem precisa e do que
precisa seja indivíduo, família, novos, velhos, comunidades, ...
Atualmente temos a ONG 'Ajuda à Igreja que Sofre' e muitos mais
movimentos caritativos e missionários. Queremos sempre que os
gestores sejam bons gestores e que no fim de cada mandato o
património seja superior ao património que havia no início do
mandato. Nos tempos de crise é sempre mais difícil. Passados dois
milénios, temos confiança que o património da Igreja Católica já
tenha a segurança e a firmeza de um carvalho, apesar de as despesas
fixas serem enormes e enormes serem as despesas extraordinárias.
Acredito que é um património gerido com ética, transparência,
benevolência, ... segundo os valores cristãos.
A
vertente Património Religioso é a vertente da arte, da beleza da
arte também muito bela na transmissão do louvor a Deus e na
transmissão da glória de Deus a cada um de nós que se sente
deslumbrado e maravilhado perante tanta beleza que nos transmite Deus
e a Sua Família. É uma outra perspectiva da evangelização que
tanto nos apoia e que expressa muito mais do que as palavras. Estas
ficam sempre aquém. O património religioso da Igreja Católica é
um bem desta, mas é também património da humanidade, pois seja
quem for que o queira pode dele aproximar-se e encher-se da sua
espiritualidade que tão imensamente nos enriquece. A Igreja
primitiva já usava os frescos nas paredes para assim fazer
compreender melhor o que as palavras não conseguiam exprimir. Claro
que escolhiam os que tinham mais qualidades para desenhar e pintar.
Trata-se de um bem tão valioso que não tem preço, mas que se
gasta muito para a sua manutenção, conservação e restauro.
Acredito
que em todas estas vertentes é preciso preservar a dignidade:
a dignidade de Deus e toda a Sua Família, a dignidade do ser humano,
a dignidade da Eucaristia. Dignidade não tem nada a ver com soberba.
Jesus Cristo foi sempre muito digno!
Lagos,
20 de Março de 2013
sobre
A Igreja Católica
Qualquer
Igreja/organização tem três vertentes, apesar de se falar apenas
numa: tem a vertente espiritual, tem o património
religioso que alimenta o espírito e a alma e tem a vertente
temporal e nenhuma delas pode ser descurada. A vertente
espiritual é a sua missão apoiada no património religioso;
a vertente temporal é o sustento e a segurança dos que trabalham na
Igreja e a ajuda a quem necessita.
Também
a Igreja Católica tem estas três vertentes e dois milénios de
vida.
A
vertente espiritual, apoiada no património religioso, é a sua
missão cujo mandato recebeu de Jesus Cristo antes da Sua Ascensão
aos céus "Foi-me dado todo o poder no Céu e na Terra. Ide e
fazei discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai,
do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo
quanto vos tenho transmitido. Sabei que Eu estarei sempre
comvosco!" (S. Mateus 28, 18-20).
A
vertente temporal tem a ver com as necessidades de alimento,
vestuário, abrigo, educação, ... que todos nós que cá vivemos
temos independentemente de sermos crentes, ateus ou agnósticos; os
católicos não são diferentes "O trabalhador merece o seu
salário."(S. Lucas 10, 7). Além desta perspectiva, ainda há
a perspectiva da ajuda e apoio aos pobres, necessitados "Judas
Iscariotes tinha a bolsa" (S. João 13, 29), isto é, Judas foi
escolhido para administrador dos bens da comunidade. Acredito
que os bens que iam sendo doados à comunidade não eram todos
vendidos imediatamente e que, a partir de certo momento, era mais
razoável conservar os bens e ir vendendo as colheitas e assim
fazendo face às despesas que iam surgindo, pois havia muita gente
para alimentar, vestir, ... Após a Ascensão de Jesus Cristo aos
céus, a Igreja passou a reger-se de outra forma, não entregando
todos os seus bens à comunidade, mas sim dando à comunidade segundo
as necessidades e as suas posses "Os discípulos, cada qual
segundo as suas posses, resolveram então enviar socorros aos
irmãos da Judeia (...)." (Actos dos Apóstolos 12, 29) Contudo
havia uma outra perspectiva "desse alguma coisa aos pobres"
(S. João 13, 29). A perspectiva da caridade,
isto é, da esmola, do apoio, do auxílio a quem precisa e do que
precisa seja indivíduo, família, novos, velhos, comunidades, ...
Atualmente temos a ONG 'Ajuda à Igreja que Sofre' e muitos mais
movimentos caritativos e missionários. Queremos sempre que os
gestores sejam bons gestores e que no fim de cada mandato o
património seja superior ao património que havia no início do
mandato. Nos tempos de crise é sempre mais difícil. Passados dois
milénios, temos confiança que o património da Igreja Católica já
tenha a segurança e a firmeza de um carvalho, apesar de as despesas
fixas serem enormes e enormes serem as despesas extraordinárias.
Acredito que é um património gerido com ética, transparência,
benevolência, ... segundo os valores cristãos.
A
vertente Património Religioso é a vertente da arte, da beleza da
arte também muito bela na transmissão do louvor a Deus e na
transmissão da glória de Deus a cada um de nós que se sente
deslumbrado e maravilhado perante tanta beleza que nos transmite Deus
e a Sua Família. É uma outra perspectiva da evangelização que
tanto nos apoia e que expressa muito mais do que as palavras. Estas
ficam sempre aquém. O património religioso da Igreja Católica é
um bem desta, mas é também património da humanidade, pois seja
quem for que o queira pode dele aproximar-se e encher-se da sua
espiritualidade que tão imensamente nos enriquece. A Igreja
primitiva já usava os frescos nas paredes para assim fazer
compreender melhor o que as palavras não conseguiam exprimir. Claro
que escolhiam os que tinham mais qualidades para desenhar e pintar.
Trata-se de um bem tão valioso que não tem preço, mas que se
gasta muito para a sua manutenção, conservação e restauro.
Acredito
que em todas estas vertentes é preciso preservar a dignidade:
a dignidade de Deus e toda a Sua Família, a dignidade do ser humano,
a dignidade da Eucaristia. Dignidade não tem nada a ver com soberba.
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sábado, 23 de fevereiro de 2013
Parábola: Os Trabalhadores da Vinha (4)
A
Quaresma e o Exame de Consciência
Nesta
Quaresma, venho partilhar convosco a Parábola dos Trabalhadores
da Vinha e o que escutei recentemente numa homilia, da qual
gostei muito e da mesma destaco:
"Ultimamente
repete-se muito 'Não digas a Deus quão grandes são os teus
problemas, mas diz aos teus grandes problemas quão omnipotente é
Deus.'
Também
destaco 'Recentemente um avião
de passageiros teve um grave problema ao aterrar e foi graças ao
controlo e perícia do seu piloto que o avião conseguiu aterrar sem
perdas de vidas. Quando o avião estava já na pista e as portas se
abriram para os passageiros saírem; estes levantaram-se dos seus
lugares e ovacionaram longamente em agradecimento o piloto que lhes
tinha salvado as suas vidas.
Poucos
dias depois, veio a saber-se que aquele piloto tinha problemas de
alcoolismo e outras dependências e sozinho não estava a conseguir
põr-lhes um fim. Então alguns desses passageiros contactaram amigos
e uma instituição especializada que organizou um programa adequado
a este homem e à sua vida profissional e atualmente já está qase
completamente recuperado.'
Recordo
estes factos apenas para mencionar que todos precisamos uns dos
outros, sejam eles do nosso grupo ou não; muitas vezes
não são. Ninguém é autossuficiente. Aquele homem conseguiu salvar
tantas vidas, mas sozinho não estava a conseguir salvar a sua."
Parábola dos Trabalhadores da Vinha
“Um
proprietário saiu ao romper da manhã a fim de contratar
trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário (moeda
corrente na altura na Palestina) por dia e enviou-os para a sua
vinha. Saiu depois pelas nove horas, viu outros na praça que estavam
sem trabalho e disse-lhes:
- Ide também para a minha vinha e tereis o salário que for justo.
Eles
foram. Saiu o proprietário de novo por volta do meio-dia e das três
da tarde e fez o mesmo. Saindo pelas cinco horas da tarde encontrou
ainda outros que ali estavam e perguntou-lhes:
- Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?
Responderam-lhe:
- É que ninguém nos contratou.
Então
o proprietário disse-lhes: - Ide também para a minha vinha.
Ao
entardecer, o dono da vinha disse ao capataz: - Chama os
trabalhadores e paga-lhes o salário começando pelos últimos até
aos primeiros.
Vieram
os das cinco horas da tarde e receberam um denário cada um. Vieram,
por seu turno, os primeiros e julgaram que iam receber mais, mas
receberam, também eles, um denário cada um. Depois
de o terem recebido, começaram a
murmurar contra o proprietário dizendo:
- Estes últimos só trabalharam uma hora e destes-lhes a mesma paga que a nós que suportámos o cansaço do dia e o seu calor.
O
proprietário respondeu a um deles:
- Em nada te prejudico, meu amigo. Não foi um denário que nós ajustámos? Leva então o que te é devido e segue o teu caminho, pois eu quero dar a este último tanto como a ti. Ou não me será permitido dispor dos meus bens como eu entender? Será que tens inveja por eu ser bom?
Assim
os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos
porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.” (S.
Mateus 20, 1-16)
BIBLIOGRAFIA: Nova Bíblia dos
Capuchinhos, Difusora Bíblica, Lisboa/Fátima, 1.ª edição:
Novembro de 1998.
Comentário
A parábola Os Trabalhadores
da Vinha que Jesus Cristo nos deixou, poderia ser tida em
consideração nos casos de redestribuição do rendimento por parte
do Estado.
Então temos um proprietário que
precisa de trabalhadores para colher os produtos que a sua
propriedade lhe concedeu. Os trabalhadores iniciam o seu trabalho a
diferentes horas do dia e, portanto a quantidade de trabalho cedida
ao patrão é diferente, mas o patrão paga igual a todos. Nós
podemos perguntar:
- Porque terá agido assim aquele proprietário, já que o normal e justo seria que ele pagasse a cada um segundo o que tivesse produzido?
Ainda hoje, passados dois mil
anos, esta é uma das principais exigências dos trabalhadores
certamente porque os patrões ainda estão reticentes e têm
dificuldade em aceitar esta regra que foi exigida por trabalhadores a
este proprietário há dois mil anos. Só que este proprietário
peca, segundo os primeiros trabalhadores, por excesso, pois dá a
quem trabalhou poucas horas o mesmo que a quem trabalhou o dia todo
e, por isso, segundo os primeiros trabalhadores é injusto.
Então aquele proprietário é
injusto, segundo os
primeiros trabalhadores;
idiota, segundo os outros
proprietários (egoístas);
misericordioso, segundo os
últimos trabalhadores, Deus e Jesus Cristo. Porquê? Porque cada um
daqueles trabalhadores tem uma família a sustentar e despesas a
pagar, como os primeiros trabalhadores, independentemente do trabalho
que conseguiu arranjar.
E o Estado? Como deve ser o
Estado? Um capataz justo, egoísta ou misericordioso que pensa, não
apenas no desempregado, mas também no agregado familiar que
depende dele?
Esta pode ser a primeira
perspectiva desta parábola porque podemos encontrar outras
perspectivas. Uma segunda perspectiva pode ser compararmos
o proprietário da vinha = Deus
o capataz = Jesus Cristo
os primeiros trabalhadores = os
primeiros crentes a chegarem à Casa de DEUS ou do Pai;
os últimos trabalhadores = os
últimos crentes a chegarem à Casa de DEUS ou do Pai.
Os primeiros crentes que chegaram
à Casa de DEUS ou do Pai antes sofreram muito, foram mártires
enquanto viveram na Terra, não porque Deus assim o quis, mas porque
os das trevas que viviam e dominavam a Terra queriam continuar a
viver no seu egoísmo e prazer e queriam Deus bem distante deles; a
quem se recorre só para as necessidades.
Os últimos crentes que
ressuscitaram, na Terra, passaram por menos porque, em primeiro
lugar, já tinham a experiência vivida dos primeiros e isso
serviu-lhes de orientação e base para continuar o seu testemunho.
Também, à medida que o tempo vai passando, a fé é mais
esclarecida e o relacionamento com Deus e com o Pai é mais próximo
porque já têm muitos seus pares, já se relacionam mais pela
solidariedade e misericórdia do que pelo egoísmo e, portanto existe
uma maior protecção, um maior entendimento da missão de cada um.
Também há cada vez mais pessoas de fé e convertidas e estas não
praticam o mal. Então os últimos têm uma vida mais calma e
tranquila relativamente aos primeiros e conhecem Deus, o Pai, o
Espírito Santo, Jesus Cristo, ... e assim já conseguem perdoar as
injustiças e livrar-se da vingança.
No entanto, o lugar que Deus tem
para os primeiros é o mesmo que tem para os últimos: a ressurreição
como pessoas livres com Jesus Cristo na Casa de Deus porque a Casa do
Pai se situa na Casa de Deus.
Uma terceira perspectiva pode ser
a análise da atitude dos trabalhadores. O proprietário pagou a cada
um o que tinha com ele ajustado, mas os primeiros trabalhadores foram
reclamar porque trabalharam mais do que os outros e os últimos
sentiram-se abençoados porque aquele proprietário era generoso,
compreendeu o seu dilema e foi bom.
Primeiro erro – reclamar,
regatear com Deus. Ninguém tem esse direito porque só Ele é Senhor
de toda a Verdade e só Ele é Justo e Jesus Cristo secunda-O. Essa
atitude leva-os à expulsão e à morte, pois não podem ressuscitar
porque nos seus corações não há a Lei do Amor-Comunhão, a
misericórdia – condição sine qua non, mas sim o egoísmo.
É por causa do seu egoísmo que reclamam com o patrão. Os últimos
serão os primeiros porque, se nos primeiros abunda o sentido de
justiça para si; nos últimos já abunda o amor-comunhão, a
equidade, a misericórdia e o perdão porque já estavam criadas as
condições para que estes se pudessem relacionar com Deus e o Pai.
Estes últimos são os que alcançam (os seus corpos celestes) a
ressurreição e a vida eterna com Jesus Cristo, … na construção
de uma Igreja feliz na Casa de DEUS.
Como muitos dos que alcançaram a
Vida cá na Terra não conseguiram perdoar quando os das trevas os
tentaram; não puderam ser escolhidos, isto é, não puderam alcançar
a ressurreição e foram destruídos. Assim muito poucos são aqueles
que vivem eternamente na felicidade e liberdade plenas. Só aqueles
que conseguem perdoar sempre, sempre e em qualquer circunstância,
entregando sempre tudo o que lhe fazem de bem ou de mal a Deus por
intermédio dos Seus colaboradores. Isto só se consegue porque os
nosso corações são aliviados de toda a dor e recebem alegria,
VIDA, amizade, perdão, misericórdia … Por nós mesmos nunca o
conseguiremos. Assim é!
O meu clube de leitura
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