domingo, 13 de novembro de 2016

Cemitério da Primeira Porta

HOMILIA DO SANTO PADRE FRANCISCO
Cemitério da Primeira Porta
Quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Job estava no escuro. Estava mesmo à porta da morte e naquele momento de angústia, dor e sofrimento, Job proclama a esperança. "Eu sei que o meu Redentor vive e nos últimos tempos, vai erguer-se da terra! … E eu vê-lo-ei, eu mesmo, e os meus olhos o contemplarão e não outro "(Jb 19, 25,27). A comemoração dos defuntos tem este sentido duplo. Um sentimento de tristeza: um cemitério é triste, lembra-nos os nossos entes queridos que já faleceram, lembra-nos também o futuro, a morte; mas nesta tristeza, nós trazemos-lhes flores, como um sinal de esperança também, pode-se dizer, de celebração, mas mais tarde, agora não; e a tristeza é misturada com esperança. E isso é o que todos nós sentimos hoje, nesta comemoração: a memória dos nossos entes queridos, à frente dos seus despojos e a esperança.
Mas também sentimos que esta esperança nos ajuda porque nós também devemos fazer esta viagem. Todos nós fazemos este caminho! Mais tarde ou mais cedo, mas toda a gente. Com dor, mais ou menos dor, mas toda a gente. No entanto, com a flor da esperança, com esse fio forte que é ancorado na vida após a morte. Sim, esta âncora não decepciona: a esperança na ressurreição.
E quem primeiro fez este caminho foi Jesus Cristo. Nós fazemos o caminho que Ele já fez. E quem abriu a porta é Ele mesmo, é Jesus Cristo: com a sua Cruz nos abriu a porta da esperança, abriu a porta para entrarmos onde vamos estar na presença de Deus. 
"Eu sei que o meu Redentor vive e que, no último momento, se erguerá da terra... Eu vê-lo-ei, tenho a certeza. Os meus olhos vão estar na Sua presença e não outra pessoa."
Nós vamos para casa hoje com esta dupla memória: a memória do passado, dos nossos entes queridos que partiram e a memória do futuro, do caminho que nós faremos. Com a certeza, a segurança; esta certeza que nos vem dos lábios de Jesus Cristo: "Eu o ressuscitarei no último dia" (Jo 6,40).


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JUBILEU DOS ENCARCERADOS

JUBILEU EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Basílica Vaticana
Domingo, 6 de novembro de 2016

 Esperança é certamente a mensagem que hoje nos quer comunicar a Palavra de Deus: uma esperança tal que não desilude.
Um dos sete irmãos condenados à morte pelo rei Antíoco Epífanes diz: «É uma felicidade perecer à mão dos homens com a esperança de que Deus nos ressuscitará» (2 Mac 7, 14). Estas palavras manifestam a fé daqueles mártires que, apesar dos sofrimentos e torturas, têm a coragem para olhar mais além. Aquela fé, ao mesmo tempo que reconhece em Deus a fonte da esperança, mostra o desejo de alcançar uma vida nova.
De igual modo escutámos, no Evangelho, como Jesus Cristo anula com uma resposta simples, mas perfeita, toda a casuística banal que os saduceus tinham sujeito à decisão d’Ele. A sua afirmação – «Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; pois, para Ele, todos estão vivos» (Lc 20, 38) – revela o verdadeiro rosto do Pai, cujo único desejo é a vida de todos os seus filhos. Assim, para ser fiéis ao ensinamento de Jesus Cristo, tudo o que somos chamados a assumir e fazer nosso é a esperança de renascer para uma vida nova.
A esperança é dom de Deus. Temos de a pedir. É colocada no mais fundo do coração de cada pessoa para poder iluminar, com a sua luz, o presente muitas vezes turvado e ofuscado por tantas situações que geram tristeza e dor. Precisamos de tornar cada vez mais firmes as raízes da nossa esperança para podermos dar fruto. Em primeiro lugar, tenhamos a certeza da presença e da compaixão de Deus, não obstante o mal que tivermos realizado. Não há ponto do nosso coração que não possa ser alcançado pelo amor de Deus. Onde há uma pessoa que errou, aí mesmo se torna ainda mais presente a misericórdia do Pai para suscitar arrependimento, perdão, reconciliação, paz.
Hoje celebramos o Jubileu da Misericórdia para vós e convosco, irmãos e irmãs encarcerados. E para a necessidade que sentimos de vos confortar, valemo-nos desta expressão do amor de Deus: a misericórdia. É certo que a violação da lei vos mereceu a condenação e a privação da liberdade é a forma mais pesada da pena que descontais porque toca a pessoa no seu âmago mais profundo. Mas a esperança não pode desfalecer. Com efeito, uma coisa é o que merecemos pelo mal realizado; outra, diversa, é a «respiração» da esperança que não pode ser sufocada por nada nem ninguém. O nosso coração sempre espera o bem; devemos isso à misericórdia com que Deus vem ao nosso encontro sem nos abandonar jamais (cf. Agostinho, Sermão 254, 1).
Na Carta aos Romanos, o apóstolo Paulo fala de Deus como sendo o «Deus da esperança» (15, 13). É como se quisesse dizer também a nós: «Deus espera» e, por mais paradoxal que possa parecer, é mesmo assim: Deus espera! A sua misericórdia não O deixa tranquilo. É como aquele Pai da parábola que sempre espera o regresso do filho que errou (cf. Lc 15, 11-32). Deus não Se dá a si próprio trégua nem descanso, enquanto não encontrar a ovelha que estava perdida (cf. Lc 15, 5). Ora se Deus espera, então a esperança não pode ser tirada a ninguém porque é a força para continuar; é a tensão para o futuro, a fim de transformar a vida; é um impulso para o amanhã, a fim de o amor – com que, apesar de tudo, somos amados – se poder tornar um caminho novo... Em suma, a esperança é a prova interior da força da misericórdia de Deus que pede para olhar em frente e, com a fé e o abandono n’Ele, vencer a atracção para o mal e o pecado.
Queridos reclusos, é o dia do vosso Jubileu. Que hoje, diante do Senhor, se reacenda a vossa esperança! O Jubileu, por sua própria natureza, traz consigo o anúncio da libertação (cf. Lv 25, 39-46). Não depende de mim a possibilidade de vo-la conceder, mas suscitar em cada um de vós o desejo da verdadeira liberdade é uma tarefa a que a Igreja não pode renunciar. Às vezes, uma certa hipocrisia impele a ver em vós apenas pessoas que erraram, para quem a única estrada é o cárcere. Confesso-vos: todas as vezes que entro num estabelecimento prisional, interrogo-me: «Porquê eles e não eu?» Todos podemos errar; todos. E de uma forma ou de outra erramos. E a hipocrisia faz com que não se pense na possibilidade de mudar de vida: há pouca confiança na reabilitação, na reinserção na sociedade. Mas assim esquece-se que todos somos pecadores e, muitas vezes, também somos prisioneiros sem nos darmos conta. Quando se permanece fechado nos próprios preconceitos ou se é escravo dos ídolos de um falso bem-estar, quando nos movemos dentro de esquemas ideológicos ou se absolutizam leis de mercado que esmagam as pessoas, na realidade limitamo-nos a viver dentro das paredes estreitas da cela do individualismo e da autossuficiência, privados da verdade que gera a liberdade. E apontar o dedo contra alguém que errou não se pode tornar um álibi para esconder as nossas próprias contradições.
De facto, sabemos que, diante de Deus, ninguém se pode considerar justo (cf. Rm 2, 1-11). Mas ninguém pode viver sem a certeza de encontrar o perdão. O ladrão arrependido, crucificado juntamente com Jesus Cristo, acompanhou-O até ao paraíso (cf. Lc 23, 43). Por isso, nenhum de vós se feche no passado. É certo que a história passada, mesmo se o quiséssemos fazer, não pode ser reescrita. Mas a história que começa hoje e aponta para o futuro, está ainda toda por escrever, com a graça de Deus e a vossa responsabilidade pessoal. Aprendendo com os erros do passado, pode-se abrir um novo capítulo da vida. Não caiamos na tentação de pensar que não podemos ser perdoados. Qualquer coisa que seja, pequena ou grande, que o coração nos acuse, «Deus é maior do que o nosso coração» (1 Jo 3, 20): temos apenas de nos confiar à sua misericórdia.
A fé, ainda que seja pequena como um grão de mostarda, pode deslocar as montanhas (cf. Mt 17, 20). Quantas vezes a força da fé permitiu pronunciar a palavra «perdoo» em condições humanamente impossíveis! Pessoas que sofreram violências e abusos em si mesmas, nos seus entes queridos ou nos seus próprios bens... Só a força de Deus, a misericórdia, pode curar certas feridas. E onde à violência se responde com o perdão, aí também o coração de quem errou pode ser vencido pelo amor que derrota todas as formas de mal. E assim Deus suscita, entre as vítimas e entre os culpados, autênticas testemunhas e obreiros de misericórdia.
Hoje veneramos a Virgem Maria nesta imagem que no-La representa como Mãe que sustenta nos seus braços Jesus Cristo com uma corrente quebrada, as correntes da escravidão e da prisão. Que Ela pouse sobre cada um de vós o seu olhar materno; faça brotar do vosso coração a força da esperança para uma vida nova e digna de ser vivida na liberdade plena e no serviço ao próximo.


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domingo, 6 de novembro de 2016

CAPELA PAPAL DE CARDEAIS E BISPOS QUE MORRERAM DURANTE ESTE ANO

HOMILIA DO SANTO PADRE FRANCIS
Altar da cadeira na Basílica do Vaticano
Sexta-feira, 4 de novembro de 2016

  «Gracioso e misericordioso é o Senhor"(PS. 102,8).
O mês de Novembro que a devoção cristã dedica à memória dos fiéis defuntos, desperta cada ano dentro da comunidade eclesial, a ideia de vida após a morte e, acima de tudo, o pensamento do direito definitivo do encontro com o Senhor. Ele julgará o nosso percurso terreno; um juiz cujas características são misericórdia e piedade, como o salmista nos recorda. Ciente disto, estamos reunidos em torno do altar do Senhor na oração de sufrágio para os cardeais e bispos que terminaram a sua jornada terrena no decurso dos últimos doze meses. Entretanto confiamo-los, mais uma vez, à bondade misericordiosa do Pai; renovamos a nossa gratidão pelo testemunho cristão destes sacerdotes que nos deixaram.
Estes irmãos já atingiram a meta, depois de terem servido a Igreja e amado o Senhor Jesus Cristo, na certeza do amor que o apóstolo Paulo nos lembrou da segunda leitura: "quem nos pode separar do amor de Jesus Cristo?" (Rm 8,35). É a fé no amor de Jesus Cristo, do qual nada nos pode separar: nem tribulação ou angústia ou perseguição ou perigo, nem a morte nem a vida... Eles tinham muito claro mesmo as palavras do livro da Sabedoria: "os fiéis no Amor permanecerão nele» (Sab 3,9). E eles sabiam bem que a nossa peregrinação terrena termina na Casa do Pai Celeste e que só lá se encontra a meta, o descanso e a paz. Aquela casa cujo Senhor é Jesus Cristo, caminho, verdade e vida.
Começa o caminho para a Casa do Pai, para cada um de nós, no mesmo dia em que abrimos os nossos olhos para a luz e, através do baptismo, para a graça. Uma fase importante dessa viagem, para nós, sacerdotes e Bispos, é o momento em que nós pronunciamos o "aqui estou!" durante a nossa ordenação ao sacerdócio. Desde aquele momento estamos unidos a Jesus Cristo de forma especial, associados ao seu Sacerdócio ministerial. Na hora da morte, pronunciamos o último "aqui estou", juntamente com o de Jesus Cristo que morreu, confiando o seu espírito nas mãos do Pai (cf. Lc 23, 46). Os cardeais e bispos que hoje recordamos em oração, ao longo da sua vida, principalmente depois de a terem consagrado a Deus, dedicaram-se a testemunhar e dar aos outros o amor de Jesus Cristo pela palavra e exemplo, exortaram os fiéis a fazerem o mesmo.
Foram pastores do rebanho de Jesus Cristo e, imitando-o, passaram, se deram e se sacrificaram para a salvação do povo que lhes foi confiado. Santificaram-no pelos Sacramentos e guiaram-no no caminho da salvação; cheios do poder do Espírito Santo proclamaram o Evangelho; com amor paternal esforçaram-se por amar a todos, especialmente os pobres, os necessitados e aqueles que precisam de ajuda. Por isto, no final da sua existência terrena, nós pensamos que o Senhor vai «recebê-los como oferta de um holocausto» (Sab 3,6). Agora estamos aqui para orar por eles, para oferecer um sacrifício divino para o sufrágio das suas almas/ pessoas celestes e pedir ao senhor para fazê-los resplandecer para sempre no seu Reino de luz (cf. Sab 3,7).
Com o seu ministério está gravada nos corações dos fiéis a verdade consoladora de que "a graça e a misericórdia são para os seus eleitos" (Sab 3,9). Em nome do Deus da misericórdia e do perdão, as suas mãos abençoaram e absolveram, as suas palavras confortaram e enxugaram lágrimas, a sua presença testemunhou eloquentemente que a bondade de Deus é inesgotável e a sua misericórdia é infinita. Alguns deles foram chamados para dar testemunho do Evangelho heroicamente, passando por pesadas tribulações. Nesta Santa Missa, Memorial da Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, louvamos a Deus por tudo de bom que o Senhor fez para nós e para a sua Igreja através dos nossos irmãos e pais na fé.
À luz do Mistério Pascal de Jesus Cristo, a sua morte é, na verdade, a entrada para a plenitude da vida. Nesta luz da fé, nos sentimos ainda mais perto dos nossos falecidos irmãos e irmãs: a morte aparentemente nos separou, mas o poder de Jesus Cristo e o seu espírito nos une de um modo ainda mais profundo. Continuaremos a ouvi-los ao nosso lado, na comunhão dos Santos. Alimentados com o pão da Vida, nós, juntamente com aqueles que nos precederam, aguardamos com esperança o dia da reunião na presença radiante do Pai misericordioso. Sobre eles como sobre nós, vela sempre a nossa Mãe, Maria, e lhe pedimos para obter para nós a graça de não mais "nos separarmos do Amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Rm 8, 39).


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terça-feira, 1 de novembro de 2016

SANTA MISSA NO SWEDBANK STADION EM MALMOE

VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO À SUÉCIA 
(31 DE OUTUBRO - 1º DE NOVEMBRO DE 2016)
SANTA MISSA NO SWEDBANK STADION EM MALMOE
Malmoe
Terça-feira, 1 de novembro de 2016

 Celebramos hoje, com toda a Igreja, a solenidade de Todos os Santos. Assim recordamos não só aqueles que foram proclamados Santos ao longo da história, mas também muitos irmãos nossos que viveram a sua vida cristã na plenitude da fé e do amor através de uma existência simples e reservada. Contam-se certamente, entre eles, muitos dos nossos parentes, amigos e conhecidos.
Celebramos, pois a festa da santidade. Aquela santidade que, às vezes, não se manifesta em grandes obras nem em sucessos extraordinários, mas que sabe viver, fiel e diariamente, as exigências do Baptismo. Uma santidade feita de amor a Deus e aos irmãos. Amor fiel até ao esquecimento de si mesmo e à entrega total aos outros, como a vida daquelas mães e pais que se sacrificam pelas suas famílias, sabendo renunciar de boa vontade, embora nem sempre seja fácil, a tantas coisas, tantos projectos ou programas pessoais.
Mas, se alguma coisa há que caraterize os Santos, é o facto de serem verdadeiramente felizes. Descobriram o segredo da felicidade autêntica, que mora no fundo da alma/ pessoa celeste e tem a sua fonte no amor de Deus. Por isso, os Santos são chamados bem-aventurados. As Bem-aventuranças são o seu caminho rumo ao seu destino, rumo à pátria. As Bem-aventuranças são o caminho de vida que o Senhor nos indica, para podermos seguir os seus passos. Ouvimos, no Evangelho de hoje, como Jesus Cristo as proclamou perante uma grande multidão num monte junto do lago da Galileia.
As Bem-aventuranças são o perfil de Jesus Cristo e consequentemente do cristão. Dentre elas, quereria destacar uma: «Felizes os mansos» (Mt 5, 5). Jesus Cristo diz de Si mesmo: «Aprendei de Mim porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11, 29). Este é o seu retrato espiritual e desvenda-nos a riqueza do seu amor. A mansidão é uma maneira de ser e viver que nos assemelha a Jesus Cristo e nos faz estar unidos entre nós; faz com que deixemos de lado tudo o que nos divide e contrapõe, a fim de procurar formas sempre novas para avançar no caminho da unidade, como fizeram filhos e filhas desta terra, entre os quais se conta Santa Maria Elisabeth Hesselblad, recentemente canonizada, e Santa Brígida, Brigitta Vadstena, copadroeira da Europa. Elas rezaram e trabalharam para estreitar os laços de unidade e comunhão entre os cristãos. Um sinal muito eloquente é o facto de ser aqui no seu país, caracterizado pela convivência de populações muito diferentes, que estamos a comemorar em conjunto o quinto centenário da Reforma. Os Santos obtêm mudanças graças à mansidão do coração. Com ela, compreendemos a grandeza de Deus e adoramo-Lo com sinceridade; além disso, é a atitude de quem não tem nada a perder porque a sua única riqueza é Deus.
As Bem-aventuranças são de algum modo o cartão de identidade do cristão que o identifica como seguidor de Jesus Cristo. Somos chamados a ser bem-aventurados, seguidores de Jesus Cristo, enfrentando os sofrimentos e angústias do nosso tempo com o espírito e o amor de Jesus Cristo. Neste sentido, poderíamos assinalar novas situações para as vivermos com espírito renovado e sempre actual: felizes os que suportam com fé os males que outros lhes infligem e perdoam de coração; felizes os que olham nos olhos os descartados e marginalizados fazendo-se próximo deles; felizes os que reconhecem Deus em cada pessoa e lutam para que também outros o descubram; felizes os que protegem e cuidam da casa comum; felizes os que renunciam ao seu próprio bem-estar em benefício dos outros; felizes os que rezam e trabalham pela plena comunhão dos cristãos... Todos eles são portadores da misericórdia e ternura de Deus e d’Ele receberão sem dúvida a merecida recompensa.
Queridos irmãos e irmãs, a chamada à santidade (= ausência de vício) é para todos e temos que a receber do Senhor com espírito de fé. Os Santos encorajam-nos com a sua vida e a sua intercessão diante de Deus e nós precisamos uns dos outros para nos tornarmos santos. Ajudemo-nos a tornarmo-nos santos! Juntos, peçamos a graça de acolher, com alegria, esta chamada e trabalhar unidos para a levar a cumprimento. À nossa Mãe do Céu, Rainha de todos os Santos, confiamos as nossas intenções e o diálogo em busca da plena comunhão de todos os cristãos para que sejamos abençoados nos nossos esforços e alcancemos a santidade na unidade.


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